Blitzkrieg,
palavra que significa "guerra-relâmpago".
Tanques apoiados por artilharia e força aérea
rompiam as linhas inimigas. Enquanto, forças
terrestres deslocavam-se velozmente, isolando as tropas
inimigas e gerando pânico e confusão
entre elas. A maior vitória dessa estratégia
foi à batalha pela França, em maio de
1940.
Achtung
Panzer! - Parte I
Em
1937, na Espanha, as forças motorizadas alemãs,
comandadas pelo coronel von Thoma, obtiveram uma vitória
tática contra um forte agrupamento de infantaria,
apoiado por carros armados soviéticos. A ação
é local, a importância do sucesso - no
mais vasto quadro da guerra civil - é modesta.
Mas, o resultado é significativo por um motivo
diverso, que não escapa, em Berlim, ao coronel
Heinz Guderian, há pouco nomeado "inspetor
das tropas velozes" do Terceiro Reich hitlerista.
Guderian reúne os oficiais de seu Estado-maior
e estoura com eles uma garrafa de champanha, brindando
"aos ensinamentos e à glória de
Hobart". Hobart é um inglês, praticamente
desconhecido em sua pátria, mas admirado por
Guderian, e o brinde pode parecer irônico. Não
o é, porém, na intenção
de Guderian: com Horbart, ele aprendera que "uma
massa compacta de carros armados pode aniquilar toda
uma formação inimiga, prescindindo da
ajuda que os carros possam receber da infantaria!"
É a idéia dos Panzer: um ponto de apoio
blindado autônomo para ataques ofensivos decisivos.
Em
1936 Heinz Guderian reunira num livro os ensinamentos
de Hobart, enriquecendo-os com algumas de suas geniais
intuições, mas foi desprezado pelos
técnicos militares de todo o mundo. O título
da publicação é Achung, Panzer!
: o mesmo grito de alarma que acompanhará anos
mais tarde nas Ardenas, na Polônia e nas geladas
planícies russa.
Uma
estratégia revolucionária
Sendo
menos numerosos, menos velozes, menos armados e com
uma blindagem mais tênue que seus adversários,
o que fez dos Panzer de Guderian, na segunda Guerra
mundial, um elemento de tanto peso, para determinar
a longa série de sucessos iniciais.
Torna-se
necessário, para alcançar um sentido,
fechar o cerco e voltar justamente para lá,
para a estratégia revolucionária que
Guderian propôs, e aplicou, para o emprego dos
carros: combinar velocidade, potência e surpresa,
abandonando a tese de que os carros são "apoio
da infantaria", o lento e pesado escudo das massas
que combatiam a pé. Ingleses, franceses e soviéticos
espalhavam a proteção dos carros por
entre as divisões a pé, enquanto os
alemães agrupavam os Panzer em divisões
próprias, autônomas, velozes e com uma
força de choque assombrosa: poderiam avançar
em profundidade, diante de um inimigo posto em fuga,
desprezando os aviões, e sem preocupação
de cobrir a retaguarda: "O Panzer - diz Guderian
- não tem costas".
| Fase
1
-bombardeio
aéreo diante das forças blindadas |
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| Fase
2 -os
tanques rompem as frentes |
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| Fase
3 - Contorno das forças
de resistências |
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divisões
panzer |
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artilharia
motorizada |
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ataques
aéreos |
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para-quedistas |
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infantaria
motorizada |
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infantaria
de linha |
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