Blitzkrieg,
palavra que significa "guerra-relâmpago".
Tanques apoiados por artilharia e força aérea
rompiam as linhas inimigas. Enquanto, forças
terrestres deslocavam-se velozmente, isolando as tropas
inimigas e gerando pânico e confusão
entre elas. A maior vitória dessa estratégia
foi à batalha pela França, em maio de
1940.
Achtung
Panzer! - Parte II
A
Espanha foi, portanto, no período 1936-37,
o primeiro campo de provas para o emprego isolado
de pequenos núcleos de veículos.
Na Áustria, em 1938, a estratégia de
Guderian causa novo impacto: em poucas horas seus
veículos espalham-se da Alemanha até
Viena. Mas foi no ano seguinte que os Panzer conquistaram
seu primeiro grande triunfo. Seguindo a técnica
da guerra relâmpago, fazem a Polônia capitular
em apenas uma semana.
Nas batalhas contra os alemães na extremidade
do "corredor", os heróicos cavaleiros
poloneses da brigada Pormorska atacam os Panzer de
Guderian; avançam aos magotes, as longas lanças
em riste, contra as armas dos carros armados. É
a carnificina no sentido exato da palavra. Malaparte
e William Shires descrevem com palavras comoventes
as fileiras dos cadáveres mutilados, os louros
e românticos poloneses agonizando aos montões
entre os cadáveres de seus cavalos. Guderian
quase nada perdeu, a nova técnica destruiu,
com forças mínimas, um exército,
organizado à maneira antiga, de mais de 3 milhões
de soldados.
O
segundo ato vem um ano mais tarde, em maio de 1940,
quando Hitler pede a Guderian que realize nas Ardenas,
contra a França, a repetição
da manobra de envolvimento de Brest-Litovsk. Agora,
o plano chama-se "Fall Gelb" (caso Amarelo)
e é, em substância, o velho "plano
Schlieffen" de 1914, desastradamente adiado por
um estrategista diletante, o cabo Hitler. Mas a sorte
veio em socorro de Guderian, fazendo aterra, por uma
avaria, na Bélgica, uma aeronave do comando
alemão que trazia a bordo um original do "Fall
Gelb". Suspeitando de que a espionagem aliada
se tivesse apoderado do plano, os nazistas decidiram
não mudar sua denominação, mas
a fim de confundir o inimigo, introduziram no projeto
de ataque modificações fundamentais.
A manobra inicial não será sobre Paris,
mas, rompendo a frente das Ardenas e de Sedan, através
da Bélgica e Luxemburgo, se desenvolverá
com ritmo acelerado até confinar os franceses
e ingleses entre Calais e Dunquerque. É a "corrida
para o mar".
Cinco dias para derrotar a Holanda (que pouca relação
tem com o Fall Gelb: é Goering que quer aquele
território, para ali implantar as bases aéreas
com que irá bombardear a Inglaterra); cinco
semanas para abater, juntamente com a pequena Bélgica,
o gigante militar francês. Os franceses se alinham
nas estradas, para combate os alemães, cerca
de 120 divisões, além do Corpo de Expedição
britânico. No Papel, sobrepujam o adversário
em número e armas. Na terra a situação
se modifica, em virtude da tática inédita,
ainda não compreendida pelos altos comandos
aliados, do ataque ofensivo continuo. Os Panzer "sem
costas" avançam, fulminando o inimigo
a média de mais de quarenta quilômetros
por dia, espalhando a morte por todos os lados. Todos
os cálculos dos franceses foram por água
abaixo: eles consideravam as Ardenas "intransponíveis"
pelos veículos, e Guderian (comandando duas
divisões blindadas a I e a X,
sob a dependência de von Kleist), ultrapassa
o obstáculo montanhoso em dois dias; acham
que a ação de retardamento diante de
Sedan se estenderá pelo menos por nove dias,
e bastam menos de 48 horas para Guderian se defronte
com o Meuse; calculam cerca de seis dias para que
os alemães concentrem a artilharia a fim de
forçar a travessia do rio, mas Guderian e von
Kleits (que utilizaram, no lugar de canhões,
a arma amendrontadora e recentíssima dos Stukas
em picada) num único dia encotram-se do outro
lado do Rio.
continua....
| Fase
1
-bombardeio
aéreo diante das forças blindadas |
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| Fase
2 -os
tanques rompem as frentes |
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| Fase
3 - Contorno das forças
de resistências |
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divisões
panzer |
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artilharia
motorizada |
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ataques
aéreos |
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para-quedistas |
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infantaria
motorizada |
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infantaria
de linha |
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