Blitzkrieg,
palavra que significa "guerra-relâmpago".
Tanques apoiados por artilharia e força aérea
rompiam as linhas inimigas. Enquanto, forças
terrestres deslocavam-se velozmente, isolando as tropas
inimigas e gerando pânico e confusão
entre elas. A maior vitória dessa estratégia
foi à batalha pela França, em maio de
1940.
Achtung
Panzer! - Parte III - Final
Invasão da França
Os
franceses após a Primeira Guerra apostam todas
as suas fichas de defesa na Linha Maginot, isso por
um motivo simples, a falta de soldados, os anos de
guerra fizeram mal a natalidade da França,
então um bom jeito de se proteger da Alemanha
era uma linha de defesa. O problema é que como
o nome diz é uma linha, não tem profundidade.
Mas os alemães não atacaram por esse
caminho. Em 10 de maio de 1940 se apoderaram do forte
belga de Eben-Emael, atacando a Holanda, Bélgica,
Luxemburgo e finalmente a França, eles utilizam
o velho Plano Schieffen da Primeira Guerra, só
que agora executados com a Blitzkrieg.
A queda dos paises neutros foi muito rápida.
Enquanto Von Bock e o Grupo de Exércitos B
atacavam ao norte, com intenção de conquistar
as costas do Mar do Norte, para prover de bases a
Marinha e a Força Aérea, que atacariam
a Inglaterra, Von Rundstedt com o Grupo A atravessaria
as Ardenas, forçando uma passagem pelo Mosela
e o Grupo C, comandado por Von Leeb matéria
à frente de Luxemburgo a Suíça.
No
inicio das hostilidades o exército francês
em peso sobrepuja o do Exército alemão.
A artilharia é muito mais numerosa e, em seu
conjunto, muito mais poderosa, porem como na Polônia,
era quase inteiramente composta de peças de
1918, com um processo de utilização
correspondente à guerra de posição.
O material de DCA é insuficiente, se bem que
compreenda o melhor canhão antiaéreo
da época o 90mm do qual as sórdidas
rivalidades do Exército e da Marinha só
permitiram construir algumas baterias. O material
de defesa contra blindados contava com dois tipos
de peças, um bom canhão de 25 e um de
47. O armamento da infantaria é bastante satisfatório,
com um fuzil de tipo antigo, um excelente fuzil-metralhadora,
uma boa metralhadora pesada, da guerra anterior, e
dois aceitáveis tipos de morteiros.
Todavia,
a infantaria francesa está desprovida da arma
de combate próximo, a pistola automática
e de minas terrestre antipessoal. Outras insuficiências
provêm do espírito de guardas de armazém,
reinante no Exército francês. Os alemães
se apoderarão de estoques gigantescos, uma
vez que, aos combatentes, faltam roupas, calçados,
cobertas, etc. Sobretudo em matéria de tanques
que a comparação é interessante.
Categoria por categoria, os tanques franceses são
mais pesados, de melhor blindagem e mais bem armados
do que os tanques alemães. As únicas
vantagens dos blindados alemães são
sua velocidade um pouco maior e raio de ação
muito maior. Em número, a comparação
se equilibra. Um documento do Estado-Maior alemão
enumera detalhadamente os efetivos e os tipos dos
tanques que foram engajados a 10 de maio de 1940:
um total de 2.574, compreendidos os carros de transmissões
e de comando, dos quais apenas 278 Pz Kw 4.
Exceção
feita das relíquias da Primeira Guerra, os
franceses puseram em linha 2.475 tanques, dos quais
270 B de 35 toneladas e, mais 240 autometralhadoras
de combate e cerca de 600 blindados ingleses. Tiveram,
assim, a superioridade numérica, ao mesmo tempo
em que a da blindagem e do peso do armamento. Então
o que causou sua queda? Um dos maiores razões
foi a falta de habilidade do comando francês
em enfrentar a guerra de movimento imposta pela Alemanha,
eles esperavam que como na Primeira Guerra, as linhas
se assentariam e então partiriam para o ataque.
7 de maio de 1940, Chamberlain é destituído
e entra em cena Churchill. Em 10 de maio a Bélgica
é surpreendida.
A
alguns quilômetros a oeste de Maestricht, o
canal Alberto é uma superfície de água
de 60m de largura entre a margens verticais. A melhor
vala antitanque da Europa. As duas pontes que o atravessam,
a de Veldwezelt e a de Vroenhoven, são cuidadosamente
minadas. Dois blockhaus defendem as pontes. Trinta
quilômetros da Holanda interpõem-se entre
o território alemão e as defesas belgas.
Quando é dado o alarma, ao amanhecer, o 18°
RI está convencido de que tem o tempo suficiente
para se preparar para receber o ataque... Quatro horas
depois, os primeiros inimigos estão atravessando
o mais depressa possível as pontes intactas.
O que aconteceu? Um violento bombardeio aéreo
batera os defensores, e em seguida algumas seções
aerotransportadas, colocadas além do canal,
atacaram as pontes por trás. Mortos, capturados
ou aterrorizados, os guarda-fronteira não tinham
posto em funcionamento os dispositivos de "abrir
fogo". Os infantes aerotransportados tinham liquidado
rapidamente as resistências e mantido a posição
até a chegada das cabeças de coluna
vindas de Maestricht. O forte de Eben Emael cobre
65 ha, tinha 8 peças de 75 e 2 peças
de 120 em sua cúpula, podendo atirar em todas
as direções. No entanto, o forte se
cala. Não foi tomado, já que uma guarnição
de 1.000 homens ainda resiste nas casamatas, porem
desembarcados sobre as superestruturas do forte, os
sapadores pára-quedistas do tenente-coronel
Mikosch gastaram exatamente 16 minutos para fazer
explodir, por meio de cargas ocas, todas as peças
de tiro.
Em 12 de maio Guderian receber ordens de Von Kleist
para que no dia seguinte ele deve atravessar o Mosa
por ambos os lados de Sedan, estabelecer uma cabeça-de-ponte,
tomar a Cota 247, a aldeia de Waldelincourt e do bosque
de Marfée. Após forte bombardeio, tropas
da Grossdeutschland atravesam o Mosa e conseguem atingir
seus objetivos. O comando francês que esta a
mais de 50 km distante da frente receber informações
de desembarque porem pensam ser um caso local e isolado.
Porem a ala esquerda do 2º Exército desmorona,
mais por problemas de moral do que de batalha, a artilharia
francesa que poderia fazer a diferença foge,
torna-se uma corrente em fuga, várias unidades
começam a retirar-se apesar de nem terem sido
atacadas, o pânico esta instalado. No mesmo
dia Rommel consegue uma cabeça-de-ponte em
Dinant e uma terceira é conseguida em Monthermé
pela 6ª DP. Dia 14, os franceses preparam um
contra-ataque para deter o avanço, fechar a
brecha e eliminar as cabeças-de-ponte abertas
no dia anterior, mas suas ações são
falhas e desordenadas, o problema é que os
franceses são comandados por oficiais da velha
guarda que acham que contra-ataques se organizam num
quadro de comando rígido, eles ainda tinham
em mente frente contínua, retaguardas organizadas,
circulação livre, margem de tempo. O
comando francês não estava preparado
para a guerra que a Alemanha estava impondo, decisões
eram tomadas atrasadas, somente 24 horas depois da
frente estar totalmente rompida e as brechas se alargavam
é que o comando soube.
No
dia 16 pela manhã, Guderian recomeça
o avanço a toda velocidade praticamente não
há mais resistência organizada. Rommel
prossegue seu avanço em direção
a Philippeville e Clerfontaine, o 9º Exército
francês desmorona, a batalha do Mosa chega ao
fim, começa agora uma caçada. À
noite, o 41° Corpo Blindado está em Aubenton,
entre Mézières e Guisa e o 19° em
Marle, a 20 km de Lens. Rommel dá um prodigioso
salto noturno, atravessa a posição fronteiriça
sob o luar, perto de Soldre-le-Château, circunda
Maubeuge, precipita-se nas estradas fantasticamente
atravancada, desperta e captura regimentos que se
acreditavam a vinte léguas do inimigo, toma
Avesnes, Landrecies, Lê Cateau, provoca mortal
confusão nas retaguardas do 1° Exército
francês. Quando se detém, na manhã
de 17, sua divisão fez 120 km, perdeu 35 mortos
e 59 feridos, capturou 10.000 prisioneiros e 100 tanques.
Paris por enquanto esta salva, os tanques não
foram naquela direção, mas se o fizessem,
não encontrariam ninguém para lhes barrar
o caminho.
Dia 19 de maio, o General Gort, que comandava a FEB
(Força Expedicionária Britânica),
já havia avisado a Londres que seria necessária
uma retirada para a costa e embarcar as forças
para fugir do inexorável avanço dos
blindados. Em 20 de maio de 1940, a vanguarda do 19º
Corpo Blindado comandado pelo General Guderian chegava
às margens do Canal da Mancha. Ao norte, mais
de 500.000 soldados aliados estavam agora cercados.
No dia 22 Churchill vai a Paris para coordenar com
os franceses as medidas para salvar os exércitos
acampados na Bélgica, neste mesmo dia a 2ª
DP chega ao porto de Bolonha. No dia 24 os tanques
de Guderian alcançam as margens do canal Aa,
que estava apenas a 16 km à oeste de Dunquerque,
porem este recebeu ordens de para a ofensiva, em seu
caminha havia apenas um batalhão de infantaria
inglês. Dia 25, as forças de von Reichenau
aprofundaram seu avanço, vencendo as dizimadas
divisões belgas que, pelo flanco direito, haviam
perdido contato com os ingleses. Gort, por sua vez,
entendeu que não perderia mais tempo. De posse
de um telegrama do ministro da Guerra, Anthony Eden,
autorizando-o a colocar a segurança das tropas
inglesas acima de toda outra consideração,
ele ordenou, às 18 horas, que as suas forças
iniciassem a retirada até a costa do Canal.
Com essa retirada o exército belga ficou em
uma posição que ameaçava seu
aniquilamento, a Bélgica se rende.
No dia 26, Hitler autoriza que os tanques prosseguissem,
porem com os dois dias de intervalo os ingleses colocaram
inúmeras tropas que dificultaram o avanço,
entretanto a 10ª DP tomou Calais.
Também no dia 26 tem inicio a Operação
Dínamo. Mais de 800 embarcações
de todos os tipos e tonelagens foram usadas para evacuar
o exército britânico. Tudo que navegava
era usado, grandes navios mercantes, cruzadores, caça-minas,
lanchas torpedeiras, barcos-hospitais, rebocadores,
lanchas pesqueiras, "ferry-boats", iates
e até veleiros. Durante todo o dia 29, colunas
intermediárias de soldados franceses e ingleses
convergiam para Dunquerque.
A
poucos quilômetros do porto, eles abandonavam
os caminhões à beira da estrada. Juntamente
com tanques e canhões, prosseguindo a pé
sua marcha, levando unicamente os fuzis. Todo o equipamento
pesado desse gigantesco exército caiu na mão
dos alemães.
No dia 29 apesar do difícil avanço os
tanques chegaram a Gravelines, que se situava a poucos
quilômetros de Dunquerque. Guderian percebeu
que sua presa estava quase escapando, mas preparou
uma arrancada, quando Hitler interveio novamente e
ordenou a retirada das divisões Panzer, concentrando-as
nas margens do rio Soma, para prevenir um contra-ataque
vindo do sul, a Luftwaffe terminaria o serviço.
Neste momento Guderian estava a apenas 6 km de Dunquerque.
Dunquerque
incessantemente atacada pela Luftwaffe havia se transformado
numa autêntica fogueira. Em meio às explosões
das bombas e ao pipocar das metralhadoras dos aviões
alemães, os barcos e lanchas se aproximavam
das praias e recolhiam os extenuados soldados. A situação
era desesperadora. Três contratorpedeiros e
mais de 20 barcos foram afundados pelos Stukas. Angustiado,
o general Gort enviou uma mensagem urgente ao seu
governo, solicitando o apoio maciço da RAF.
Churchill, então, resolveu enfrentar a situação
com energia e ordenou que participassem da batalha
a totalidade dos aviões de caça, incluindo
os Spitfires que, até aquele momento, haviam
sido zelosamente reservados para a defesa das Ilhas
Britânicas. Realizando até quatro incursões
diárias sobre Dunquerque, os pilotos da RAF
conseguiram derrubar diversos aviões alemães
e frustraram os planos de Goering de aniquilar pelo
ar as indefesas tropas aliadas, encurraladas nas praias
do Canal.
Na tarde de 30 de maio, Churchill ordenou a Gort abandonar
Dunquerque no momento em que suas forças ficassem
reduzidas a apenas três divisões. Por
sua vez, o general britânico pediu às
autoridades navais que acelerassem ao máximo
o ritmo dos embarques, pois, o perímetro defendido,
constantemente debilitado pela ininterrupta evacuação,
se desmoronaria em menos de dois dias. Antes de partir
para a Inglaterra, Gort avistou-se com o almirante
Abrial, chefe das forças francesas em Dunquerque,
comunicando-lhe que deixava no porto três divisões
para apoiar a última fase da evacuação.
Na tarde do dia 31, o comandante britânico deixou
as praias de Dunquerque. Para ele a luta havia terminado.
Com resolução obstinada, conseguira
salvar o Exército inglês do aniquilamento
certo.
A
partir das primeiras horas da manhã de 1°
de junho, a Luftwaffe reativou seus furiosos ataques
sobre Dunquerque. Um verdadeiro dilúvio de
bombas foi descarregado sobre o porto e as praias,
afundando mais de 30 barcos cheios de tropas. Alarmado
com essas perdas catastróficas, Churchill comunicou
a Reynaud, por telegrama, que devido à gravidade
da situação, autorizara o general Alexander,
que substituirá Gort, a embarcar nessa mesma
noite, se ele considerasse necessária, a totalidade
de suas forças. À meia-noite de 1°
de junho, Alexander abandonou Dunquerque, juntamente
com as sua três últimas divisões.
Na cabeça-de-ponte ficava uma reduzida força
britânica, integrada por 4.000 soldados e alguns
canhões antitanque. A intensidade dos ataques
aéreos alemães, somada ao fogo mortífero
das baterias instaladas na costa marítima,
impediu a evacuação durante o dia. Ao
cair da noite, o Almirantado resolveu fazer um es
forço maciço e enviou 88 barcos, que
recolheram os últimos soldados ingleses e cerca
de 20.000 franceses.
Durante
a noite de 3 de junho, outros 26.000 franceses foram
recolhidos nas praias. O Almirante Abrial abandonou
finalmente o porto às 22h e partiu para a Inglaterra
numa lancha a motor. Havia terminado a Operação
Dínamo.
Quem venceu? É uma pergunta difícil,
pois ambos venceram e ambos perderam, os ingleses
se consideraram vencedores, pois conseguiram salvar
mais de 330 mil soldados, os alemães por sua
vez também obtiveram uma vitória, pois
haviam expulsado da França quase a totalidade
do exército inglês e ficado com inúmeros
equipamentos abandonados. Contudo os ingleses perderam
uma quantidade enorme de materiais e tiveram altíssimas
baixas, e os alemães deixaram uma enorme quantidade
de soldados fugirem, que mais tarde fizeram a diferença
em outros teatros de operação. Em uma
analise simples a vantagem foi aliada, pois os equipamentos
podiam ser substituídos com maior facilidade
do que os soldados se estes fossem mortos ou feitos
prisioneiros.
| Fase
1
-bombardeio
aéreo diante das forças blindadas |
|
|
| Fase
2 -os
tanques rompem as frentes |
|
|
| Fase
3 - Contorno das forças
de resistências |
|
|
 |
divisões
panzer |
|
 |
artilharia
motorizada |
|
 |
ataques
aéreos |
|
 |
para-quedistas |
|
 |
infantaria
motorizada |
|
 |
infantaria
de linha |
|
|
|