Blitzkrieg
Sudden Strike
Panzers
Hidden Stroke II
Camisetas - PzD
Livros
DVDs
Games
Mapas
Wallpapers
Demos
   

 

 

Nos portões de Moscou

Para a maioria das pessoas, as batalhas da Operação Barbarossa, em 1941, foram uma longa fila de vitórias alemãs, eventualmente detida nos portões de Moscou, onde o inverno parou Hitler e seus homens. Mas, especialmente no outono de 1941, houveram vários exemplos de batalhas com um resultado diferente.

Embora a produção de tanques T-34 tivesse começado apenas em 1940, não mais que 115 veículos tinham sido completados até 1º de janeiro de 1941. Ao amanhecer do dia 22 de junho de 1941, um total de 967 T-34/76 médios e 508 KV-I tanques pesados tinham sido construídos. Estes podiam ser comparado com os 439 PzKpfw IV de médio porte alemão, armados com canhões de 75mm KwK 37 L/24 e os 965 PzKpfw III, armados com canhões de 37mm KwK L/46 e 50mm KwK L/42.

Como pode-se notar, não era a falta de tanques modernos que conduziram às enormes perdas russas nas fases de abertura da guerra na Frente Oriental, mas sim o fraco treinamento, tripulações sem experiência em blindados e formações mal organizadas que mostraram-se o fator decisivo. Depois de um mês de luta, os russos, com grandes perdas, decidiram não formar novas unidades para a substituição das destruídas, ao invés, decidiram reorganizá-las. Construíram veículos e os agruparam em unidades menores, as Brigadas de Tanques. Estas brigadas consistiam de 67 tanques, que formavam dois batalhões equipados com KV-I, tanques pesados, T-34 e BTs, junto com alguns tanques leves adicionais. Embora esta fosse a organização oficial, muitas companhias destas novas brigadas, formadas em 1941, estavam fortemente reduzidas em número de blindados. Em algumas brigadas o número de tanques contava apenas 15 veículos!

Uma das brigadas montadas em agosto de 1941 era a 4ª Brigada de Tanques. Formada em Prudboi, norte de Stalingrado, com sua Fábrica de Tratores, que permitiu à brigada ter um total de 60 tanques, dos quais 22 eram T-34. O Coronel Mikhail Katukov estava no comando da formação. O chefe do 1º Bttn era Capitão Gusiev e do 2º Bttn, o Tenente Raftopullo. Todos os 22 T-34 junto com os 7 KV-I foram designados para o 1º Bttn, enquanto o 2º Bttn, de Raftopullo,foi equipado com 31 BT-7 e os demais tanques BT-7M.

No dia 28 de setembro, a 4º Brigada Blindada estava pronta e foi transportada através da grade de Kubinka para fora de Moscou a fim de participar da batalha defensiva então em curso. A caminho de Moscou o 2º Panzergruppe alemão estava sob as ordens de Heinz Guderian. Esta unidade alemã obtivera muito êxito em seu caminho à capital soviética e a captura da cidade parecia próxima, muito próxima.

No dia 4 de outubro, o 1º Bttn do Capitão Gusiev recebeu ordens de mudar-se para a cidade de Mtsensk, rota direta do 2º Panzergruppe. Duas patrulhas soviéticas foram enviadas em reconhecimento e, logo no dia seguinte, os elementos de vanguarda atacaram uma unidade avançada alemã.

Na noite do dia 6 e 7 de outubro a brigada inteira foi transferida para a área chamada Piervyi Voin, ao longo da estrada entre Orel e Mtsensk. Chegando lá assumiram suas posições e, durante a noite, surgiram as primeiras tempestades de neve. Ao amanhecer, foi descoberto um grupo principal de tanques alemães que estava a caminho. De fato esta era a 4ª Divisão Panzer alemã, sob as ordens de Von Landermann. Assim que os alemães entraram no campo de tiro, os russos abriram fogo. Um pelotão de T-34, sob as ordens do Tenente Kukarin, dirigiu-se com velocidade máxima para atacar o flanco da formação alemã e espalhou destruição entre os PzKpfw III. Quatro PzKpfw III foram rapidamente destruídos, mas depois de alguns momentos Kukarin teve que abortar o ataque devido à escassez de munição. Ao mesmo tempo, quatro T-34 e três KV-I atacavam o flanco à direita. O ataque durou até o meio-dia, e terminou com a retirada russa, após baterem um total de 43 tanques alemães e veículos. A 4ª Brigada Russa perdeu apenas 6 tanques.

No total, a 4º Brigada de Tanques destruiu ou danificou 133 tanques, junto com pequeno número de armas de artilharia, carros blindados e caminhões. As suas ações tiveram um papel fundamental para a Batalha de Moscou. Por esta razão a unidade recebeu o status de unidade de elite e foi renomeada como 1ª Brigada Blindada de Guardas.

Assim Guderian escreveu sobre o combate em Piervyi Voin:
"No dia 6 de outubro, nossa brigada estava se deslocando até Sevsk. A 4ª Divisão de Panzer foi atacada por tanques russos e passamos algumas horas difíceis. Esta foi a primeira vez que a grande superioridade do T-34 foi claramente exposta. A divisão sofreu baixas pesadas. O avanço rápido em Tula, que nós planejávamos, está temporariamente cancelado. A descrição da qualidade e, especialmente, o uso tático dos novos tanques russos é muito preocupante. Nossas armas defensivas, quando disponíveis, só eram efetivas contra os T-34 quando a situação era realmente vantajosa. A arma curta do PzKpfw IV só era efetiva ao atacar o T-34 na sua parte posterior ou em curto alcance, requerendo grande habilidade da tripulação para ambas as manobras: posição certa e então abrir fogo com precisão exata. Os russos lançaram ataques fronteiriços com infantaria e enviaram tanques em formação contra nossos flancos. Eles aprenderam."

Guderian visitou o campo de batalha, confirmando a superioridade russa.
"Os tanques que foram destruídos, de ambos os lados, ainda estavam lá. Os soviéticos haviam infligido muito mais danos do que tinham sofrido." Guderian também escreve que este confronto seria um bofetada psicológica nos comandantes de Panzers alemães. Os tanque russos provaram-se superiores às tropas alemãs, despreocupadas tática e materialmente. E os russos ainda viriam a aumentar suas formações quando a neve caísse, no começo de outubro.

Um fator digno de nota é que 890 tanques russos participaram da Batalha rumo a Moscou (eles lançaram tudo o que possuíam, incluindo o T-35, tanques pesados, sobreviventes da Primeira Guerra, a serviço das skitroops siberianas) e somente 100 eram do tipo T-34 e KV-I, enquanto os demais compunham-se principalmente de leves e obsoletos T-26 e BTs.

Divisões Panzer - os punhos de aço
Autor: K.J. Mcksey
  Confiantes por já terem batido e exército alemão em 1918, os exércitos da Europa Ocidental voltaram à luta, contra seu antigo inimigo, em maio de 1940 - e em poucos dias estavam prostados diante de uma arma numericamente inferior, mas tecnicamente revolucionária as Divisões "Panzers"
Valor: R$ 25,00 + postagem
 
 
 
Design by R.Fan Brasil - © 2006 BrasilSaintGermain - Direitos Reservados